Iracema vai se aposentar no ano que vem, mas não pensa em abandonar a boleia, pois ainda tem muito o que fazer. “Meu sonho é ir até aos Estados Unidos de caminhão. Não consegui realizá-lo até agora, mas quem sabe um dia?”
Filha de colonos italianos, a gaúcha Iracema Celestina Casagrande, 59 anos, “fugiu” com o marido caminhoneiro quando tinha apenas 17 anos e foi assim que caiu na estrada. “Acho que eu estava mais entusiasmada com o caminhão do que com ele, apesar de adorar homem de bigode”, brinca. “Foi a primeira vez que eu saí do interior. Aprendi a dirigir com ele e aos 18 tirei carteira e conheci todo o país, além de outros países da América Latina. Estamos juntos até hoje”, lembra.
Iracema e Geminho chegaram a ter uma frota de sete caminhões – hoje eles têm dois. O filho Edson, de 17 anos, também pretende trabalhar no ramo de transportes, mas como administrador. “Apesar de todas as dificuldades, nunca tivemos preguiça de trabalhar. Já fiquei mais de um mês sem ver o meu marido, mas nada nos abalou. A estrada é uma verdadeira escola”, conta.
Iracema vai se aposentar no ano que vem, mas não pensa em abandonar a boleia, pois ainda tem muito o que fazer. “Meu sonho é ir até aos Estados Unidos de caminhão. Não consegui realizá-lo até agora, mas quem sabe um dia?”
Iracema vai se aposentar no ano que vem, mas não pensa em abandonar a boleia, pois ainda tem muito o que fazer. “Meu sonho é ir até aos Estados Unidos de caminhão. Não consegui realizá-lo até agora, mas quem sabe um dia?”
Iracema começou a dirigir caminhão em uma época em que lugar de mulher era “pilotando fogão”. Apesar disso, revela não ter sofrido preconceito por ter tido pulso firme. “Sempre me dei o respeito e, por isso, sempre fui respeitada. Já tive de ouvir muitos comentários sobre o que eu faço, mas a maioria era de admiração, porque caminhoneiro sabe que a profissão é difícil.”
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