Nada de meia-luz, borboletas no estômago ou alguma cantada divertida. A história de Guilherme Graça, 27 anos, e Dayane Regina dos Santos, 25, começou no insólito ambiente de um hospital, há dois anos. “Mal sabia eu que encontraria o amor da minha vida enquanto estava lutando para ficar vivo”, diz Guilherme, que descobriu em 2007 ter um tipo de leucemia aguda. Ele virou paciente; ela era estagiária de terapia ocupacional. “Enquanto eu a considerava uma ótima terapeuta, ela vivia um embate ético por gostar de mim”, diz ele. “Na verdade, quem me encontrou foi ela.”
Depois de quatro ciclos de quimioterapia, algumas pneumonias, um catéter rompido e implantado no coração, Guilherme entrou no que os médicos chamam de período de observação – a cura só é considerada cinco anos após o tratamento e sem reincidência da doença. A partir daí vieram o Orkut, algumas mensagens ocasionais e um convite para a festa de aniversário de Dayane. “Ela fez a festa só para poder me convidar. Foi lá no Vasquinho e eu, que não gosto de forró, fui mesmo assim. Achei por bem convidá-la para dançar. E foi naquela hora que todas as fichas caíram e me descobri apaixonado também”, lembra.
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