“Na época, eu tinha acabado de assumir um cargo de chefia na empresa. Um dia fui chamada à sala da presidência, onde eu nunca tinha ido. Quando cheguei, lá estavam vários outros diretores. O presidente então questionou com ordem de quem eu tinha tirado uma mesa do lugar, e eu expliquei ter consultado a minha chefe imediata e o motivo. Aí ele falou: ‘Você pensa que é quem para tirar a mesa do lugar? Você é o que aqui dentro?’ E aí eu respondi qual era o meu cargo. ‘Pois, então, da próxima vez você não é mais’, ele disse. E continuou: ‘Só uma pessoa sem inteligência faria o que você fez.’ Fiquei sem reação, porque a repreensão que eu levava era muito desproporcional ao que tinha acontecido. Eu só conseguia pensar que aquele homem era perturbado emocionalmente. E, com o passar do tempo, a minha apreciação se confirmou após ouvir várias outras histórias dos meus colegas. Quando o presidente foi transferido para outra unidade, toda a equipe fez uma festa para comemorar. E combinamos que se alguém perguntasse qual era o motivo, a gente diria que era um aniversário.”
* Depoimento de uma executiva que preferiu não se identificar.
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