Comportamento

Cartas na mesa

Adriano Justino
01/04/2007 19:03
A vida a dois muito próxima – a profissão também é compartilhada, o que os deixa sempre juntos – exige cuidado especial para com as individualidades. “Eu mesma falo para ele sair, dar um tempo, acabo invertendo os papéis… Eu não quero saber de tudo, não preciso saber o que ele faz quando não está comigo. Ele até reclama um pouco da falta de ciúme, mas quando há respeito isso não é necessário”, diz ela. “Isso não quer dizer que eu seja a favor de casamentos liberais. Só acho que o que não diz respeito à vida dos dois não precisa entrar em questão.”
Sobre segredos nunca antes revelados ela defende o direito ao silêncio. “Ninguém precisa da aprovação do outro para viver. Só você pode virar algumas páginas da sua história. Há coisas que são ditas e acabam estragando uma relação que é boa. É preciso dividir apenas o que contribui”, comenta. Marc, o marido, concorda com a esposa e revela que, mesmo assim, não falta conversa entre os dois. “Não há segredos da minha parte. Eu acho que abertura e muita conversa resolvem tudo.” Mas avisa que as histórias dos outros ficam fora das conversas da dupla. “Eu não coloco questões dos meus amigos para dentro da relação. Não por não confiar nela, pelo contrário, mas acho que realmente isso não é necessário”, diz.
Maria da Luz Monteiro Trautman, 50 anos, professora de educação física, também é partidária da “seleção” na hora da conversa. “Falar de tudo sobrecarrega a relação e o desgaste acaba atrapalhando quando você tem alguma coisa realmente importante para falar”, comenta.
Serviço: Rubens Marcondes Weber (psicoterapeuta), fone (41) 3264-2161.