Mônica Buffara, 50 anos, empresária
Abrimos espaço para quatro personalidades da capital prestarem homenagens às suas respectivas mães. E cada um customizou uma mensagem singela e original. Siga a ideia! Ainda dá tempo de fazer a sua
Filho
Ranieri Gonzalez, 39 anos, ator (foto acima).
Filha
Manoella (Manu) Buffara, 26 anos, chef de cozinha (foto 1)
Mônica Buffara, 50 anos, empresária
“Minha mãe é curitibana, mas passou a infância em Paranaguá, de onde guarda e divide com a gente as lembranças da boa vida da cidade litorânea daquela época.
Tenho um irmão de 23 anos e nossa mãe é do tipo ‘carneirinha’, os filhos têm sempre de estar por perto. Lembro que, durante a minha infância, em Maringá, quando ela brigava com a gente, sempre ficava tentando nos pegar, o que era difícil, pois éramos mais rápidos. A pontualidade é uma característica forte da ‘mamis’, tudo tem que ser organizado com antecedência – ela odeia esperar os outros e reclama disso. Mas é divertida, descolada e romântica; adora quando trazemos surpresas, por mais simples que sejam. É muito guerreira e batalhadora e luta tanto pelos filhos que às vezes esquece dela mesma. Amo muito tudo isso, seus defeitos e suas qualidades, pois são os dois juntos que a fazem ser quem é.”
Filho
Edilson de Carvalho Viriato, 43 anos, artista plástico (foto 2)
Mãe
Luzia de Alencar de Carvalho Viriato, 73 anos, artista plástica
“Meu dom na arte deve ter vindo da minha supermãe, que é danada, filha de pernambucana, arretada e criativa. Tenho uma irmã mais velha e um mais novo. Mas eu andava preocupado, pois ela gosta muito de crianças e não aparecia nenhum neto. Até que recentemente ela ganhou um netinho e isso a deixou muito feliz.
Temos muitas coisas em comum, ela é meu exemplo de vida e superação. Não sabe, mas me ajudou muito em minhas conquistas. Se hoje vivo um mundo melhor é porque minha mãe faz parte dele. Ela sabe o que eu gosto e sabe me agradar. Adoro sua comidinha e vou almoçar com meus pais quase todos os dias. Moramos perto e sempre é bom dar um cheiro nela e sentir seu carinho. Queria que comigo não valesse a lei da natureza, pois se ela partisse antes de mim iria sofrer muito sem poder ver o sorriso da minha amada, mulher esperta, de personalidade, inteligente e forte.”
Filha
Rogéria Holtz, 44 anos, cantora, compositora e locutora (foto 3)
Mãe
Paula Maria de Oliveira Holtz, professora, falecida em 1991, aos 48 anos
“Minha mãe era professora do ensino regular e lecionava em lugares inóspitos até concluir o curso de Educação Física. Depois disso ficou um pouco mais divertido para ela, eu acredito. Além das aulas nas escolas estaduais, ela dava aula de dança moderna para adolescentes e ginástica localizada para senhoras. Claro que minha mãe sempre estava em forma, era linda! Também era uma agitadora cultural da cidade, conhecida e querida por todos. Com certeza herdei muita coisa dela, não só na aparência. Minha mãe dançava, cantava e declamava poemas muito bem. Hoje já tenho 20 anos de saudade, dela e do meu pai. Ambos faleceram em um acidente de carro. Sinto que quanto mais o tempo passa, mais me aproximo dela. Como mãe, me vejo repetindo suas frases e alguns trejeitos. Em alguns anos terei a mesma idade dela na última vez em que a vi. Consigo notar a maravilhosa mãe que tive, em quem hoje me espelho.”
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