Comportamento

Ela acredita em milagres

Adriano Justino
09/04/2007 00:45
Quando era adolescente, a gerente comercial Yáscara Belquis Gasparello Estefano e Albuquerque, 44 anos, preferia esperar o pior de tudo, assim estaria no lucro se acontecesse algo bom. Mas, com o tempo, percebeu que seria triste demais viver assim. Inverteu tudo. Agora, a vida é boa, generosa e as coisas não têm como darem errado. “Até quando parecem erradas, com certeza têm algo de bom a nos ensinar. O que é ruim vai virar bom uma hora”, diz. O bom humor a acompanha sempre, mesmo de manhã ou quando está à frente dos funcionários da empresa que gerencia. “Eu acho que você pode não acreditar em milagres ou acreditar que tudo é milagre. Eu fico com a segunda opção. Eu sempre acabo me perdendo num pôr-de-sol bonito, nas bandeirinhas que sacolejam com o vento. Acho que quem não me conhece direito ri desse meu jeito ou se irrita um pouco com ele”, diverte-se.
O mau humor, na sua opinião, contamina o ambiente. Ninguém mais se entende, todo mundo acaba irritado, as coisas saem erradas e a pessoa fica cega diante do mundo de oportunidades que se abre a cada momento.
E se você ainda não acredita na mágica do pensamento positivo, espere para ler essa: “O que você pede é realmente atendido. Depois de um tempo de casada, por exemplo, eu quis engravidar. E mais, pensei que poderia ser uma menina. Adivinhe o que aconteceu? Lá veio a minha menina. Foi igualzinho com o meu segundo filho”, lembra. “Sempre acontece de, por exemplo, eu precisar de um dinheiro para completar uma conta e o valor exato ‘aparecer’. Nem mais, nem menos. Exatamente o que eu pedi.” Lembrando da avó, repassa o conselho: “Aja, que Deus provê”. Por via das dúvidas, ela agradece tudo o que acontece a ela. De bom e de ruim. “Sempre foi um costume. Não sei bem porque e nem a quem eu agradeço, mas faço isso sempre”, conta. (LJ)
Serviço: Dionísio Banaszewski, psicoterapeuta, fone (41) 3264-2161
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