Comportamento

Embalos de sábado à noite

Jennifer Koppe
26/08/2007 23:05


Os bares são os espaços mais democráticos da cidade
Quem passou dos 20 e poucos anos bem que tenta evitar sair no sábado. O último dia da semana definitivamente não é o preferido dos curitibanos adultos. Eles preferem sacrificar algumas horas de sono para sair entre segunda e sexta-feira, quando os bares estão mais tranqüilos e as filas de cinema, menores.
A maioria reclama das esperas intermináveis, da dificuldade em estacionar, do trânsito complicado, da lotação dos espaços e principalmente da “criançada” que toma conta dos bares e casas noturnas da cidade.
Mas apesar de tudo, é difícil resistir a uma saidinha nesse dia. Nem a preguiça, nem o frio conseguem acabar com aquela “coceirinha” de sair de casa, encontrar os amigos, se divertir e esquecer dos problemas.
Para os empresários da noite, o sábado é um dia atípico. “Durante a semana você consegue identificar públicos muito específicos. Terça é dia de assistir tal banda, quarta é dia de ir em tal lugar, mas sábado é o dia de todas as tribos se encontrarem”, diz Fabrício Marion da Silva Severo, gerente do Yankee Bar.
O faturamento também não costuma ser dos melhores. “Apesar de ser um dia agitado, curiosamente o consumo é menor. Muitos economizam a semana toda só para sair no fim de semana com o dinheiro contado”, conta o dono do Botequim, Taher Radi Zahoui.
Délio Canabrava, do Jacobina, observa que no fim de semana as pessoas se produzem mais para sair e também saem em grupos menores. “Durante a semana, o meu público é formado por jovens que trabalham e que estudam à noite. Mas no sábado, a diferença de idade é bem maior.”