Comportamento

Entre flores e cafés da tarde

Adriano Justino
09/08/2009 03:05
Nélia está lá há 17 anos. Jô veio de Joinville (SC) com os dois filhos e o marido há nove e passou a morar na casa ao lado de Nélia. A empatia foi instantânea e começou uma relação de amizade e cuidado mútuo. “A Nélia é chique, está sempre cheirosa. Como não tenho família aqui, adotei-a como uma espécie de mãe. Ela cuida de mim”, diz Jô. Quando a família dela viaja, é Nélia quem cuida da gata Belinha, entra na casa para ver se está tudo bem e recebe as correspondências.
Jô compartilha com Nélia o gosto pelas plantas e sempre traz para a vizinha algum agrado. “Esse tomateiro fui eu quem trouxe para ela de Joinville. Adoro flores e sempre que vejo uma lembro-me da Nélia e acabo trazendo para ela”, conta . “Ela deixa a minha casa florida. Jô é só alegria, está sempre sorrindo”, devolve Nélia o elogio.
Em pouco tempo com as duas, é fácil perceber que compartilham uma amizade-símbolo de boa vizinhança. Jô chega no final da tarde do trabalho em uma escola infantil e, se passa na casa de Nélia, encontra um café recém-passado, ou uma sopa acompanhada de vinho para esquentar. Nélia também dá um pulo na casa de Jô para colocar o papo em dia. Se ficam um par de dias sem se ver, já vem a cobrança: “Estava com saudades”, diz Nélia. (DN)