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Liberdade não precisa ser sinônimo de isolamento
A psicóloga e psicanalista Juliana Radaelli dissocia independência de isolamento. “Uma das características do ser humano é criar laços. Somos seres sociais, estabelecemos vínculos, utilizamos a linguagem e nos comunicamos. Uma pessoa que vive absolutamente isolada pode não suportar a convivência com o outro, que parece ameaçador ou agressivo”, avalia. “E pessoas muito solitárias normalmente não conseguem romper com referências antigas: hesitam em se desvincular da mãe, do pai para incluir outros parceiros. Nesse sentido, ser independente é justamente poder conviver com o outro.”
E acrescenta: “A única independência possível, como nos ensinou (Sigmund) Freud, é levar a vida ‘um pouco além da hipocrisia e das inibições’. Isso significa ir além de nossas identificações primárias e das certezas narcísicas de nosso ego, que impossibilitam novos arranjos na maneira que encontramos de levar a vida. A verdadeira independência é a de nós mesmos.” (LP)
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