Comportamento

Ganhos variáveis exigem planejamento

Adriano Justino
16/04/2007 01:12
A massoterapeuta Saray Cristina Klechovicz, 44 anos, não tem trabalho fixo. Nem por isso, deixa de “se virar”, coisa que aprendeu bem cedo. Atende clientes em domicílio, em empresas, faz eventos. Também trabalha com artesanato – faz chocolates para vender no Natal e na Páscoa – e revende cosméticos. Na temporada, conseguiu alvará e montou uma tenda de massoterapia nas areias da praia de Caiobá.
Divorciada, com dois filhos – Jander, 20, e Yasmin, 12 – ela não recebe ajuda do ex-marido e, com a renda variável, aprendeu que precisa guardar dinheiro nos períodos de alta para enfrentar as baixas. “Quando entra um dinheirinho a mais, vou guardando. Já cheguei a ficar sem reserva e dá muita insegurança.”
Com a ajuda da família, Saray comprou o apartamento em que mora com os filhos, que mobiliou com seus trabalhos. Agora, está terminando a construção de uma casa – com direito a sala de massoterapia para atender clientes e ateliê para fazer seus chocolates – em uma chácara na Região Metropolitana. “A casa é um investimento para o futuro, vou morar lá quando as crianças crescerem.” Além da casa, ela faz uma reserva financeira para o futuro.
Os filhos saíram à mãe. Yasmin ajuda a vender chocolate nas feiras, enquanto Jander, além da faculdade de Direito e do emprego em uma empresa de engenharia, não deixa passar um bico: faz Imposto de Renda e conserta computadores. Seus gastos são controlados por meio de uma planilha e já aos 7 anos, o menino dava lição de economia: comprou uma televisão com as moedas juntadas em uma lata.