Crise de abastecimento também afeta movimento dos shoppings de Curitiba
Marina Mori com Redação
26/05/2018 17:31
Com pouco (ou nada de combustível no tanque) os curitibanos ficaram em casa e o passeio típico de sábado foi cancelado. E com corredores mais vazios, o comércio também foi afetado.
Giovana Laska, vendedora de um quiosque de churros no Shopping Curitiba, conta que houve uma mudança impactante no movimento dos últimos dias. “Diminuiu uns 45% comparando com um sábado normal”, diz ela. Dependendo de como a greve se desenrolar, os impactos no comércio serão ainda maiores. Segundo Giovana, ela só tem ingredientes para mais uma semana.
Única opção O casal de economistas Francisco Duarte, 42, é Sandra Duarte, 45, decidiram mudar os planos do fim de semana para economizar combustível. Em vez de saírem de carro para almoçar em restaurantes da cidade, decidiram ir ao shopping com os dois filhos a pé, por ser o local mais perto de casa. “Estamos preocupados mesmo com o começo da semana, porque precisamos ir trabalhar e levar as crianças para a escola”, conta Sandra. Segundo ela, os dois carros da família estão com um quarto de tanque.
Os estudantes de engenharia Ana Laura Medeiros Cruz e Artur Martins Ceolin, ambos de 20 anos, que costumam ir ao shopping com frequência, perceberam a diferença no movimento durante o horário de almoço, e gostaram. “Chegamos às 13h em um restaurante que tem sempre umas duas horas de fila e hoje conseguimos uma mesa sem precisar esperar”, conta Ceolin.
A dentista Erica da Silva Pinto, 28, e o advogado Leandro Cabral de Souza, 34, chegaram em Curitiba de férias, e aproveitaram o sábado para ir ao shopping. Eles acharam que até teriam um movimento ainda menor por causa da crise. “Não dizem que a praia do curitibano é o shopping, né?”, brinca Erica. O único fator que dificultou o período dos turistas foi o transporte. Como estão se deslocando por aplicativos, estão pagando mais caro pelas corridas. “Do centro para cá pagamos R$ 20, sendo que a corrida normal custaria R$ 13”, conta Leandro.
No Mueller, tem loja que também está ficando sem estoque de produtos. “Estamos com um fluxo de terça-feira em pleno sábado”, diz a funcionária de uma loja de óculos do shopping, Maria Eduarda de Souza Vuicik. Segundo ela, as vendas do dia estão 80% abaixo do normal.
O Park Shopping Barigui também presenciou movimento menor que o usual para um sábado.