Comportamento

Havia um caminhão no destino

Jennifer Koppe
11/01/2009 02:05
A vida na estrada combina com vaidade sim. Prova disso é a beleza da motorista de caminhão e pedagoga Maria Simone Speranseta, 37, que reveza a boleia do caminhão com o marido Dulcídio e ainda participa de competições esportivas, como a Gincana do Caminhoneiro. Em 2002, ela ganhou um caminhão numa prova de perícia e sonha participar do rali Paris-Dakar*. “Nunca imaginei que a minha vida fosse tomar esse rumo. Há 17 anos, conheci o meu marido e foi ele quem me ensinou a dirigir. Hoje não me imagino fazendo outra coisa”, conta.
Quando os filhos Eduardo, 10, e Leonardo, 13, eram pequenos e ainda não estudavam, Maria Simone levava toda a família. Hoje os tempos são outros. “As estradas estão melhores, a infraestrutura dos postos de gasolina e dos restaurantes também. Mas dirigir caminhão ultimamente não compensa. Continuamos a viajar por amor, porque a recompensa financeira é mínima. Do Paraná a São Paulo pagamos 24 pedágios, isso sem falar no preço da gasolina. Tudo sobe, menos o frete”, reclama.
Apesar de chamar a atenção por onde passa, Maria Simone jura que o marido não é ciumento. “Tanto ele quanto eu somos muito comunicativos, mas temos muita confiança um no outro.”