Além de ter me mudado três vezes nos meus primeiros três anos de vida, e três outras nos últimos três anos, foram mais três no resto do tempo. E, como estou mais uma vez de mudança, isso significa que pela décima vez vou ter que passar pelo transtorno de carregar a tralha para uma nova casa. Como ainda não tenho 30 anos, na média, vivi uma mudança a cada três anos, e não é possível que eu não tenha aprendido alguma coisa com estas experiências.
A penúltima mudança foi de longe a pior de todas. Depois de uma reforma que se arrastava, decidi marcar a data obrigando os pedreiros a me entregarem a obra. Mudança em andamento, tudo empacotado e eis que quando entro, junto com as caixas, na sala do novo apartamento, vejo uma fonte de água jorrando do piso.
Sim, um cano havia sido furado durante a reforma.Tive de ir para um hotel – já que não tinha nem a casa velha e nem a nova – com meu filho de 2 anos. Só então me dei conta que não sabia onde estavam as roupas dele, as minhas, as escovas de dente, o cobertorzinho do meu filho. Por isso a dica de ouro é: faça um kit básico de sobrevivência, para uma emergência como essa. E não tenha tanta pressa de se mudar…
Na última mudança o problema foi o excesso de coisas inúteis. Mais uma vez, por pressa, não fiz a tradicional limpeza. O resultado foi que carreguei um monte de coisas das quais não precisava mais: quer dizer, trabalho multiplicado por três, de ter que empacotar, desempacotar e depois jogar fora. Desta vez quero levar o mínimo, já que de peso bastam as saudades da casa velha.
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