Comportamento

Nadando com golfinhos

Adriano Justino
29/04/2007 23:55
“Há tanto por fazer neste vasto mundo e nenhum tempo seria suficiente, pois a vida é uma sucessão de escolhas, algumas acertadas, outras não, e ainda há aquelas que não foram certas, mas acabamos por nos acostumar a elas. Uma questão importante – uma vez que eu sou neta de um padre (na religião Ucraniana Ortodoxa o celibato não é obrigatório) – seria manter em dia o passaporte e o visto com o Criador! Seria um momento oportuno para visitar a Capela Sistina e, para a viagem não ficar muito melancólica, rever Paris daria um toque de divertimento e finesse. Ah, teria de arranjar tempo e nadar mais uma vez com um golfinho. Poderia planejar coisas grandiosas, como cavalgar no Grand Canyon e flutuar em uma baía bioluminescente, ou atos altruístas como perdoar e ser perdoada por todos; porém, como membro da imperfeita espécie Homo sapiens, sei que as primeiras são mais possíveis do que as últimas. O mais importante é ficar cercada de pessoas que me amam. Assim, assistiria a muitas comédias com meu marido e filhos e releria os livros de Luiz Fernando Veríssimo. Sabe o que percebi? Que faria exatamente o que faço habitualmente, só que mais rapidamente e com mais intensidade!”
Lidia Weber, doutora em Psicologia Comportamental.