Enquanto a maioria das pessoas clama por minutinhos a mais que sejam de descanso, Walfrid Zimmermann, 51 anos, já correu, treinou suas remadas e está pronto para iniciar sua seqüência de aulas para a Liga de Remo no Parque Náutico. O dia para ele começa às 5h30. E isso desde que tinha 17 anos, quando queria achar tempo para o esporte em meio aos estudos e o trabalho. “Hoje, chego no parque às 6 da manhã. Só não venho antes porque não há alunos nesse horário. A vida começa melhor pela manhã. Nunca estou de mau humor e acho que a prática de esportes e o ar da manhã têm tudo a ver com isso”, comenta o técnico, que nem lamenta mais o fim do ânimo para as noitadas: “Lá pelas 10 horas já estou na cama”.
Companheiro das manhãs de Zimmermann, Junior Ongaro, 26, serígrafo aposentado, treina remo seis vezes por semana, sempre das 8 da manhã ao meio-dia. Campeão duas vezes em regatas cariocas e uma aposta para o parapan-americano, que acontece ano que vem no Rio de Janeiro, o rapaz se dedica ao esporte desde que sofreu um acidente que o deixou paraplégico há seis anos. “O esforço é grande, o apoio é pequeno, a estrutura ainda não pensa em quem tem necessidades especiais. Saio de casa às seis da manhã. Moro no Xaxim, ando dois quilômetros até o ponto de ônibus, vou até o terminal do Hauer e pego outro ônibus até o Boqueirão. Até o parque náutico são outros dois quilômetros. Aí faço exercícios na água e outros de solo, como abdominais e barras”, comenta o rapaz, que jura que não tem sono, mesmo indo para a cama entre 23 e 24 horas. “De manhã tenho mais disposição. E à tarde aproveito para ficar com o meu filho. E a manhã também é mais indicada para a prática do esporte, pois não há tanto vento e a água tem menos ondulações, é melhor para remar.”
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