Comportamento

O que escrever?

Adriano Justino
21/09/2008 03:00
Se lhe faltam palavras diante de um cartão em branco, relaxe… Você não é o único a sofrer deste mal ou – pior – de ser acometido por um turbilhão de frases-feitas sem graça e originalidade nenhuma. O escritor Fernando Kaproski diz que a melhor “técnica” para escrever um cartão com alguma autenticidade é ser direto e pessoal (ou seja escrever para AQUELA pessoa). Do contrário, estará apenas cumprindo uma formalidade. “Escrever é se desnudar, se denunciar por entre as palavras. Isso não é uma falha.”
Cartões diferentes
Você pode comprar o bom e velho cartão de papelaria ou optar pelos cartões-arte, que têm cara de presente, são ótimos para ser enquadrados depois e quase sempre são exclusivos. O artista plástico Joba Tridente faz cartões coloridos e lúdicos com sobra de papéis recortados (alguns têm elementos que se movem, giram e imitam pêlos de bichos). Cada um é uma peça única. Segundo o artista – que para os amigos envia versões virtuais dos próprios trabalhos –, os cartões são um espaço de livre criação e consumo consciente. “Não é mais legal fazer uma ikebana de papel do que cortar flores para colocar num vaso?” Joba atende pedidos pelos fones (41) 3319-1314, 8413-7813 e pelo e-mail jobatridente@hotmail.com. Os cartões custam em média R$ 12.
Outra opção é fazer o próprio cartão. O pessoal da Scraperia tem aulas especiais, em que o aluno sai de lá com quatro ou cinco cartões feitos. O material usado é o mesmo aplicado no scrapbooking: carimbos, fitas, botões, cola e tinta. A loja promove também o Make and Take, em que a cliente aprende a fazer um cartão e o leva para casa – de graça e em menos de 20 minutos. O próximo acontece dia 26 de setembro. Rua Cândido Xavier, 430, fone (41) 3242 0954 e site www.scra peria.com. Luciana Matos, da Scraperia, sugere ainda dois blogs sobre o assunto: o da própria loja – http://scraperialoja. blogspot.com – e http://jennifer mcguireink.type pad.com. (LJ)