O sorriso branquíssimo, as mãos em um “tchau” sereno, os gestos cuidadosamente estudados. A imagem de miss corresponde mesmo a um conto de fadas, mas o caminho até o pódio da beleza segue razões que a própria razão desconhece. Pricila Zandoná, 24 anos, de Coronel Vivida, Sudoeste do estado, participou pela primeira vez de um concurso aos 17. Era a regional do Miss Italia Nel Mondo e ela achou interessante para tentar vencer a timidez. Só aos 22, quando já era acadêmica de Biologia (hoje ela é bióloga), voltou a uma competição, desta vez para “dar um trato no visual”, já que as candidatas ganham programas completos de beleza. “Estava gorda, com os cabelos e a pele maltratados. Precisava resgatar a auto-estima.” Para sua própria surpresa ela foi miss eleita da cidade, ficou em 2.º no Miss Paraná, depois conquistou o Beleza Paraná, o Beleza Brasil e foi representar o país no Miss Terra, nas Filipinas, terceiro mais importante concurso de beleza do mundo. Ela conta que atravessar o oceano foi um grande choque. “Lá o concurso conserva o glamour. Virei celebridade instantânea.” Além do 2.º lugar, ela trouxe na bagagem o título de Melhor Traje de Gala e Melhor Sorriso, este último lhe rendendo um grande lote de pasta dental. Hoje, “aposentada” dos concursos, ela sonha em ter seu próprio ateliê de roupas sociais.
Trabalho de modelo
Aos 21 anos, Cristiane Kampa, Miss São José dos Pinhais, ainda sonha com o título máximo, o de Miss Brasil. Descoberta aos 7 anos, a filha de dona-de-casa com metalúrgico coleciona títulos de nomes peculiares como o Rainha da Festa do Pinhão. A cabeleira loira “natural”, o 1,75 metro e as irreparáveis medidas (90, 60, 90) também lhe rendem bicos como modelo. “Mas prefiro ser miss, que é mais emocionante”, diz ela, que trancou matrícula na faculdade de Direito para se dedicar mais aos concursos. O próximo é o Miss Beleza Paraná, em julho.
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