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Uma pesquisa recente da revista britânica Museums and Galleries Month definiu os museus como lugares ideais para se encontrar um amor. Pelo menos para paquerar. É bom, no entanto, lembrar que o resultado da pesquisa vale só para os ingleses – os namorados e os museus. Lá, 20% dos 500 entrevistados garantiram que se apaixonaram quando visitaram museus ou galerias de arte. Resolvemos trazer essa curiosidade para terras brasileiras e mapear por aqui os melhores lugares para se formar um par romântico. Os museus não aparecem tão bem assim na lista curitibana. Aliás, nenhum lugar ganha tão escandalosamente a preferência dos enamorados. O que transparece no nosso levantamento é que os casais daqui contam tanto com o acaso (e esse, ninguém pode prever) quanto com a lei da probabilidade.
Esta última é matemática: se torna mais provável encontrar um par em um lugar que tenha alguma coisa a ver com você. Pode até ser um museu, caso você goste de artes. Ou em uma livraria, caso seja um apreciador de literatura. Segundo o sociólogo Rafael Bezerra, professor do UnicenP, relações entre pessoas muito diferentes não são assim tão comuns. Aliás, são exceção na realidade estatística. Racionalmente, as pessoas buscam relações dentro dos seus próprios grupos sociais: gente que compartilha das mesmas linguagens, gestual, comportamentos, locais que favorecem encontros, métodos de aproximação e até a intenção a partir do encontro romântico. “A Sociologia ensina que o universo de relações é delimitado pelas variantes sociais (renda, origem, posição social, formação). Muitas vezes a diferença entre essas características acaba inibindo a aproximação.”
Em oposição a isso está o acaso. E quando você menos espera pode encontrar alguém interessante no meio da rua, ver a cabeça girar, começar a acreditar em amor à primeira vista e nem lembrar de todos aqueles senões que sempre considerou ao procurar alguém. “Quando a relação é intencional todos esses padrões pesam e as relações acabam delimitadas. Mas, eventualmente, quando as relações acontecem ao acaso não obedecem necessariamente a essas regras. Daí vem a paixão avassaladora, se desconsideram os grupos sociais e suas regras. Por isso, o acaso é tão valorizado, subverte a lógica social e tem valor justamente por ser improvável”, diz Rafael. Para o psicólogo e psicoterapeuta Dionisio Banaszewski, as relações se dão na base da complementaridade. Ou seja, se você quer só diversão, é isso que vai encontrar. Já se pretende algo mais sério… “Costumo dizer às minhas alunas que elas não têm o que querem, mas o que merecem”, brinca.
Para ajudar na localização da sua metade da laranja, recorremos à chamada “cartografia social”, um termo da Sociologia, que não está ligado necessariamente ao espaço urbano, mas à reunião de pessoas semelhantes nos mesmos lugares. E para facilitar o trabalho, dividimos os melhores locais de paquera para cada idade. Agora, tudo depende da sua habilidade no jogo do amor…
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