Por causa do vinho, a voz grave do jornalista Renato Machado não é só ouvida nas manhãs da Globo – ele apresenta o Bom Dia Brasil –, mas também em espaços na mídia dedicados ao prazer de degustar a bebida, o programa Menu Confiança, no GNT, e o quadro Hora do Brinde, na rádio CBN. O bom papo, o dom de orador e o conhecimento sobre vinhos, adquirido nos anos em que viveu na França, também lhe rendem convites para cursos relâmpagos, como o dado em Curitiba na semana passada, como parte do festival de queijos e vinhos da rede Mercadorama. O tema era “Vinhos do Velho Mundo com harmonização de Queijos Camembert e Roquefort”, mas Machado transformou a hora em momentos de descontração para a platéia formada por uma maioria de profissionais liberais, recheando informações com saborosas histórias forjadas na França.
Para o auto-intitulado enófilo, acima de tudo o vinho tem função de convívio, feito para casar com o bom alimento. “Uma celebração certamente inclui o equilíbrio entre os dois”, diz. Conforme ele, a mistura de queijos e vinhos leva-nos, americanos, a um passado que gostaríamos de ter vivido. “É um mundo que não conhecemos, uma nostalgia do que não existe”, afirma o autor de Em Volta do Vinho (ed. Globo). Ele trata de desmistificar a crença de que queijo só vai bem com vinho tinto. “A maioria casa bem com os brancos.” Mas o “casamento da tarde” ficou mesmo por conta da mistura roquefort + vinho do Porto, ambos de sabores marcantes. “Os dois ficam na boca”, comenta.
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