A analista de sistemas Lina (nome fictício), de 36 anos, teve uma experiência desagradável. Ela havia comprado um cachorro poodle. Em outubro do ano passado o cão ainda tinha dois meses e dormia em um canto do lado de fora da casa. Era quase meia-noite quando a vizinha começou a tocar campainha e Lina desceu para falar com ela. A reclamação: os latidos do cachorro estavam atrapalhando o sono da vizinhança. “Ela dizia que não queríamos atender e começou a brigar. Meu marido desceu e acabamos tendo uma desagradável discussão”, conta. Nos dias seguintes, Lina notou que o clima estava ruim na rua, com todos olhando “torto” para ela. Uma semana depois chegou uma intimação para que o casal comparecesse à delegacia em função da queixa feita pela vizinha, que afirmava ter sido maltratada pelo casal. “Por mim aquele episódio tinha passado, mas ela, ao invés de conversar conosco, resolveu dar queixa.”
O caso foi parar no Juizado Especial, quando a conciliadora judicial convenceu a senhora a aceitar desculpas dos vizinhos ao invés de levar o caso para o juiz. Desculpas aceitas, a situação foi formalmente resolvida. Mas não para Lina, que vendeu a casa e deve se mudar no próximo mês. “Desde o episódio não converso com mais ninguém na rua, não confio neles.”
Vandalismo
A artesã Luciane Braga Osório abriu uma queixa contra o condomínio onde mora por ter tido seu carro riscado. Ela acredita que a ação de vandalismo foi feita na garagem do prédio onde mora. Coincidência ou não, Luciane teve um desentendimento com vizinhos dias antes. “O risco foi feito possivelmente com prego e a impressão que tenho é que foi feito com muita raiva, indo e voltando para violar meu patrimônio e me agredir”, diz Luciane. Ela até pensa em retirar a queixa para não criar um clima ruim no prédio, mas, passados cinco meses, ainda não mandou o carro para pintura.
Enquanto não conseguir esclarecer quem riscou a lataria do automóvel, teme que os raivosos repitam a agressão. Moradora do prédio há dez anos, ela diz que não sai de lá porque também tem ótimas experiências. Uma delas foi com outra vizinha, que cuidou dela após uma cirurgia. “Não queria preocupar meus pais, que moram em Minas Gerais, e ela me ajudou muito. Fez comida para mim, deu a atenção que eu precisava. Foi mais que mãe”, diz Luciane. (DN)
Colunistas
Agenda
Animal


