“Aquilo que traz bem-estar tem que estar no orçamento, mesmo que isso envolva simplificar outros gastos”, determina Gustavo Cerbari. Todos os consultores entrevistados são unânimes em afirmar que poupar demais, tanto quanto gastar tudo que se ganha, é um erro. “São dois riscos. O primeiro, é não guardar e ficar pobre na velhice. O segundo, guardar muito dinheiro e morrer antes de aproveitar. Poupar demais é um risco muito elevado, a idéia não é criar fortuna, é viver bem”, diz Jurandir Sell de Macedo Junior.
Quando Cerbari fala em simplificar, pode ser inclusive na casa – própria ou alugada. “Geralmente as famílias assumem um padrão de moradia muito alto e esgotam seus recursos. Já é uma tendência optar por um degrau abaixo nos padrões de moradia, automóvel e até na compra de roupas para ter mais prazer.”
Por isso os consultores são reticentes em oferecer fórmulas de economia. Se a música te dá prazer, dizer para cortar gastos com CDs ou shows – que podem ser bobagens para outras pessoas – não vai funcionar para você.
“Quando as pessoas tentam ser amadas pelo que têm, se frustram. Então, construa uma poupança para ter tranqüilidade e paz de espírito e pare de tentar ganhar status pelo que você tem. Gastar para agradar aos outros não tem fim. Use o dinheiro para que ele te dê prazer”, reforça Macedo.
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