Juliane e Márcio: decisões são tomadas em conjunto.
A publicitária Sylvia Taques, 25 anos, e o advogado Eduardo Viletto, 27 anos, estão de casamento marcado para o início do mês que vem, depois de quase nove anos de namoro. Eles garantem que sabem “quase” tudo um sobre o outro e que conversam sobre qualquer tema que possa provocar algum desentendimento. “Saber tudo mesmo sobre a pessoa é difícil. Conheço até as manias dele, mas sei que algumas vão piorar e que novas vão surgir. Mas sei que as qualidades dele também vão se multiplicar”, elogia Sylvia.
Qualquer problema é posto em pratos limpos, e as questões mais polêmicas foram discutidas e contornadas ao longo dos anos, entre elas, organização das finanças, divisão de tarefas, quando ter filhos, quantos terão… Mas faltando poucos dias para o grande dia, algumas dúvidas de última hora, tem surgido emergencialmente nas conversas de rotina. “Estamos nos sentindo inseguros porque não é fácil abandonar o papel de filho e assumir a responsabilidade de tudo. Várias dúvidas aparecem. Outro dia, conversamos até sobre o futebol de domingo. Antes eu ficava em casa, ia no shopping, mas e agora?”, questiona ela.
Com antecedência
A médica Juliane Massue Takayama, 27 anos, e o engenheiro cartográfico Márcio José Urakawa, 29, também tiveram conversas sérias a respeito de filhos, dinheiro e carreira antes de tomarem a decisão de subir ao altar em agosto deste ano. Por causa do trabalho de Márcio, provavelmente o casal tenha que viver em outra cidade, e Juliane sempre esteve ciente dessa possibilidade. “Ainda não resolvemos nada, pois é uma situação recente e dependemos de algumas respostas ainda”, explica o engenheiro.
Para o casal, cultivar uma relação aberta é o mais importante para resolver os conflitos. “Só é possível passar para uma nova etapa no relacionamento se as duas partes tiverem liberdade para expor as opiniões, os desejos e os medos. As situações inesperadas precisam ser resolvidas em conjunto”, aconselha Juliane.