Kátia diz ter tido de “nascer outra vez” depois de ter ficado viúva. Nada mais era do jeito que tinha vivido até ali. Sendo assim, optou por se reinventar. E a dança foi o caminho escolhido. “Passei a gostar mais de mim, dos outros e dessa sensação de felicidade. Não tenho medo de nada. Nada me derruba. E se cair, eu levanto”, diz. Com o lema de não perder um minuto sequer do seu tempo, ela, só no ano passado, fez três tatuagens, um curso relâmpago de inglês e seguiu com a cara e a coragem para visitar a filha em Londres. “Aquilo sim é lugar de gente esquisita, o que eu faço aqui é fichinha. Mas eu não gostei muito de lá não. O clima é ruim e as pessoas falam rápido demais. Só que não há como negar que é bom fazer uma viagem dessas pelo menos uma vez na vida. Em nome da liberdade”, comenta.
Pelo direito de ser “cabeça-dura”
O garoto que sonhava com uma Ferrari quer hoje um 4X4 que o leve para onde quer ir na companhia de alguém especial. O empreiteiro Newton Froes Jr., 50, diz ter jogado o saudosismo para escanteio. “Tudo porque eu aprendi a viver as coisas quando elas acontecem. A vivência mostra que você tem de bater de porta em porta, que alguma vai se abrir. O que não dá é ficar parado, porque a vida passa”, diz.
Newton descobriu que podia ser amigo e pai dos filhos ao mesmo tempo. Assim como podia pedir um refrigerante num bar e ainda assim se divertir. Só a mania de fazer exatamente o contrário do que alguém sugere é que não mudou. “Comecei a comer coisas mais saudáveis, corro no parque, tomo sol, mas não me venha dizer pra fazer alguma coisa para o meu bem que eu não faço. Não coloco a blusa que alguém me dá porque está frio e não passo o filtro solar porque o médico mandou. Quero ter liberdade para escolher”, avisa. Agora, ele quer casar. “As pessoas não foram feitas para ficarem sozinhas. Só que eu aprendi que ninguém vai me fazer feliz. Tenho de ser feliz sozinho, mas alguém pode compartilhar isso comigo. Lá na casa que estou construindo, vai ter uma lareira, uma cadeira para eu beber o meu vinho e outra do meu lado. Quero muito que tenha alguém ali. Mas, se não houver, vou ser feliz também.”
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