“A primeira coisa é escolher um mês com 31 dias, nada de fevereiros. A segunda escolha é a da parceira a se isolar com você em um resort na Bahia. Poderia ser no Caribe, mas não devemos desperdiçar tempo em avião. A terceira escolha é o cardápio de livros, filmes, comidas e bebidas – aliás, estas são muito importantes. Se você não se mantiver bêbado vai lembrar que só tem um mês de vida e ficar chorando no ombro da beldade. Jamais!
Para sair desse mundo com um certo charme e estilo, ficaria bem na sua biografia que a cada noite se apresentasse na sua cabana um grande pensador ou pensadora. Melhor que sejam franceses, porque assim você vai se entediar tanto que nem vai sentir saudades desse mundo. Eu torraria no sol, esqueceria o ozônio, dormiria a qualquer hora, e acordaria na meia noite e um minuto do dia 31 achando que tudo isso não passou de um sonho. Outra vodca, por favor?”
Marcelo Carneiro da Cunha, escritor e jornalista.
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