No mercado de trabalho desde os 12 anos, o empresário Jefferson Maciel, 41, não teve tempo de aprender de inglês. Mas isso não lhe impediu de que sua empresa de consórcios se tornasse a sexta no ranking de negócios do setor no país, tendo como clientes inúmeras multinacionais. E mais, ele tem dois sócios que também não falam o idioma. “Trabalhei durante dezesseis anos em duas administradoras de consórcio, sempre com muitas viagens, e chegou o momento de optar pelo estudo do inglês ou o investimento em outras iniciativas. Optei pelo segundo, mas ainda não desisti do inglês e sinto falta. Na Conseg, para sanar o problema, contratamos profissionais com o idioma para cargos estratégicos que possam atender nossos clientes estrangeiros”, diz. “No caso dos italianos, o interessante é que eles começam a querer aprender o português”, afirma.
Ele atribui o seu sucesso a um mix de esforço e sorte. “Dei certo sem inglês, sei que isso é difícil. Tive de me dedicar muito mais, investir na carreira, conhecer muito bem o meu segmento de mercado e criar diferenciais. Sabia que tinha de ser o melhor”, observa. “Quando viajo para fora, sinto facilidade em me comunicar, mas procuro sempre conhecer um pouco mais da língua.”
Para os herdeiros, no entanto, a história é outra. “Meus três filhos fazem inglês desde pequenos e tenho planos de que passem um tempo fora do país. Tenho a perspectiva de que, mesmo não usando hoje a língua, no futuro ela será um fator indispensável.”
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