A melhor maneira de sobreviver ao consumismo é através da educação financeira. O ideal é que se comece desde cedo, mas nunca é tarde para se organizar. Assim você salva a sua conta bancária e ajuda a economia do país.
“Nas sociedades capitalistas, o consumo é benéfico para mover o próprio sistema. Onde existe avanço industrial, também existe uma oferta muito grande de produtos, com grande variedade e preços relativamente baixos. Isso também é benéfico, pois satisfaz plenamente as necessidades humanas. Por outro lado, o exagero desvincula o ato de consumir da necessidade real. Isto cria problemas educacionais, de saúde – especialmente no que se refere ao consumo maléfico de produtos alimentícios –, e faz com que as futuras gerações fiquem cada vez mais dependentes de instituições previdenciárias, já que não conseguirão acumular bens”, explica o sociólogo Lindomar Boneti.
Um pouco de moderação também pode poupar o meio ambiente. De acordo com o instituto ambientalista Worldwatch, o consumo desenfreado é a maior ameaça à humanidade, por esgotar os recursos naturais e piorar a qualidade de vida.
O primeiro passo para a reeducação financeira é estabelecer prioridades e saber diferenciar as necessidades dos supérfluos. “Não existe uma regra geral sobre o quanto da renda deve ser destinada para cada categoria de gastos do orçamento de uma pessoa ou família. É importante sempre ter bem claro os objetivos da pessoa ou da família quanto aos aspectos materiais em suas vidas”, explica o economista Antonio Zanatta.
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