Os desafios de quem quer incluir exercícios na rotina em 2019
Amanda Milléo
14/01/2019 07:00
Deixar a preguiça e as desculpas para trás e adotar uma vida fisicamente mais ativa não é difícil; confira as dicas! (Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo / arquivo) | GAZETA
A promessa de todo ano, para muita gente, é quase sempre a mesma: mudar os hábitos alimentares e incluir um exercício físico na rotina. Nem sempre a novidade ultrapassa os três primeiros meses (tempo que o organismo precisaria para se adaptar e trazer resultados concretos), e o sedentarismo volta a prevalecer até o próximo dezembro. Mas, que tal se 2019 for o ano da mudança?
Como as dificuldades são velhas conhecidas (desde a falta de tempo até a preguiça), o Viver Bem foi atrás de pessoas que estivessem começando na vida ativa, e de quem está há algum tempo nela, para descobrir o que, de verdade, ajuda e o que prejudica na hora de manter os exercícios físicos na agenda. Confira!
Companhia é fundamental
Priscila Silva (esq) e Tatiane Schmidt decidiram deixar a vida sedentária em 2018 e começar 2019 com exercícios físicos e dieta (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)
Para Tatiane Schmidt e Priscila Silva, a promessa de uma vida ativa se transformou em ação no primeiro fim de semana do ano. Domingo, pré-chuva, as meninas decidiram que fazer uma caminhada pela pista que circunda o Jardim Botânico, em Curitiba, seria uma boa maneira de começar. A companhia uma da outra foi fundamental.
“O que me motivou a começar foi a saúde, o sobrepeso, e os exames médicos recentes, que não vieram como eu gostaria. Decidi que era hora de acordar mais cedo e começar a trabalhar nas metas”, conta Tatiane, que é educadora física e tem 29 anos. Quem a acorda, a levanta da cama e a incentiva na dieta é a Priscila, administradora de 30 anos e, sem ela, a motivação seria diferente, conforme ressalta a educadora.
“Hoje ela saiu ‘amarrada’ de casa. Mas estávamos falando justamente sobre como deveria ter um remédio que fizesse com a pessoa pensasse de forma fitness mais rapidinho. Mudar a alimentação e começar a caminhar pode ser sofrido, mas é só a falta de costume, depois pega o jeito”, sugere Priscila.
Todos os dias, do jeito que puder
Tímida, Maria Cristina não é muito de posar para fotos, mas aceitou esse registro de longe, antes de continuar a caminhada diária (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)
Faz seis anos que a voluntária Maria Cristina Filimberti, de 53 anos, pratica caminhada em parques e ruas perto de casa, em Curitiba, todos os dias. No início, diz ela, não foi difícil começar, visto que a prática era algo que ela vinha desejando incluir na rotina fazia algum tempo. Mas, depois, vieram os obstáculos.
“Eu parava por alguns dias, depois recomeçava. O importante é sempre recomeçar. Hoje eu saio caminhar uma vez por dia, todos os dias, senão eu perco o ritmo, a vontade. No Jardim Botânico, caminho três voltas na pista. Não costumo nem acelerar muito, nem ver o tempo. Vou no meu ritmo, que eu sei que é isso que eu gosto”, comenta a voluntária.
Os resultados ela percebeu nos primeiros meses, quando 3 kg foram embora da balança e as roupas que ela mais gostava voltaram ao guarda-roupa. “Sei que perdi mais quilos depois, só que eu não senti. Eu vejo pelas minhas roupas, que começam a entrar de novo”, diz.
Exercícios são prioridade
Faz 10 anos que o Mariano incorporou os exercícios físicos na rotina e, embora tenha tido muitos obstáculos, conseguiu superá-los colocando a prática como prioridade na vida (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)
Depois de um susto na saúde do coração, o químico Mariano Silva, de 53 anos, achou por bem repensar o ritmo de vida. Deixou para trás o estresse exagerado (que quase o levou a um ataque cardíaco) e puxou os tênis de caminhada/corrida. A mudança já completa 10 anos na vida.
“Pratico a caminhada e a corrida. Corri meias-maratonas em Curitiba, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Estou tratando uma contratura muscular agora, mas logo volto às pistas de corrida”, conta o químico.
O que dificultava mais, no início, a incorporação do exercício, segundo Mariano, era o tempo apertado para a prática. “Mas então decidi colocar como prioridade na minha vida. Não importa onde eu esteja, eu separo o tempo da caminhada. Eu trabalho muito viajando, e onde eu vou levo o meu kit”, diz orgulhoso.
O kit, segundo o químico, é composto dos itens essenciais: tênis, shorts, camiseta, gel (para as dores musculares) e água. “Se estou em outra cidade, vou numa praça, na academia do hotel, se tiver, nas ruas, em qualquer lugar”, explica.
Resultados virão
Letícia queria mudar o corpo e conseguiu em poucos meses com caminhadas, corridas e idas à academia (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)
Foi o descontentamento com a imagem que via no espelho que fez Letícia Buya, vendedora de 30 anos, repensar as próprias atitudes. Ela começou pela alimentação e aos poucos foi introduzindo novos ritmos ao corpo.
Hoje, Letícia diz que não faz exercícios todos os dias (é preciso uns dias de descanso), mas está na academia e nos parques e praças de Curitiba pelo menos cinco dias na semana.
“Minha motivação foi mudar o meu corpo, que veio em poucos meses. Mas ainda quero manter, então eu continuo caminhando e correndo sempre que posso”, diz a vendedora.