Comportamento

Viver e não ter a vergonha de ser feliz

Larissa Jedyn
09/04/2007 00:41
larissa@gazetadopovo.com.br
O que você deseja tem uma grande chance de se tornar realidade. E a explicação para isso é científica: “O que você vê e o que imagina é processado pela mesma região do cérebro. Assim, para ele, fantasia é igual à realidade e isso significa que a nossa própria natureza já serve de impulso para a realização dos desejos”, comenta a física e escritora carioca Rose Marie Muraro. Para isso dar certo na prática, há que se desejar e aprender a comandar os pensamentos para que eles reforcem seus desejos mais profundos. Assim, você pode atrair o que mais quer, mas também o que mais teme e o que rejeita. “O pensamento positivo, entretanto, é 100 vezes mais poderoso que o negativo”, diz.
Ponto para os otimistas, que sempre procuram ver o lado bom das coisas, não se abatem ao sinal do primeiro obstáculo e já aprenderam que podem desejar à vontade e que são responsáveis pelo seu desempenho. “Essa condição ajuda a reconhecer a própria capacidade: se acredita no que fala, no que faz, no que deseja e no objetivo que tem, a realização torna-se mais fácil. Bem diferente do que acontece com quem se menospreza. E diferente também das ‘polianas’, que são ‘boas’, otimistas, mas não têm objetivos”, comenta o psicoterapeuta Dionísio Banaszewski.
Correntes da Ciência, como a Física Quântica, a Parapsicologia e a Neurolingüística se livraram do ceticismo para apostar no potencial do ser humano. Para o parapsicólogo e coordenador do curso livre de Parapsicologia das Faculdades Integradas Espírita, Reginaldo Hiraoka, a mente focada é absolutamente mais produtiva. “A mente sem foco, desperdiça energia. Quando se organiza e focaliza uma determinada questão, dispara-se um sentido que passa a rastrear situações que cumpram a determinação”, explica. “Temos 50% de chances de sermos sortudos e outros 50% de sermos azarados. Mas para alguém que sempre acreditou, desde criança, que tem sorte, é muito mais fácil encontrá-la. É como se o cérebro estivesse treinado para identificar as oportunidades de sorte. O contrário também é verdadeiro”, diz Hiraoka.
Na prática
Desde pequena, a estudante Mayra Marques Bessa Martins, 20 anos, fazia parte do time dos “gente boa”. “Eu acho que eu era assim antes porque era gordinha e queria que os outros gostassem de mim. Com o tempo, percebi que era eu quem tinha de gostar de mim e me cuidar. Eu continuaria sendo legal se emagrecesse. E foi o que aconteceu”, comenta ela, que confrontou a genética familiar e hoje mantém a forma sem perder o bom-humor. “Percebi que atingir um objetivo dessa forma seria mais fácil”, diz, referindo-se ao fato de ter uma meta traçada e cumpri-la sempre com alto astral. “Hoje eu sei que se eu quiser realmente uma coisa, posso conquistar. A minha auto-estima está reforçada e nada mais é inatingível. Mas para isso eu não preciso perder a leveza. Me dedico às questões com certa despreocupação, porque sei que no final as coisas vão acontecer da melhor forma possível.”