Você já imaginou o curvex saindo com um chumacinho do que eram até pouco tempo seus cílios? Além do pavor de se ver no espelho com aquele “vazio” no olhar, vem a culpa por ter feito uma dessas em você mesma… Foi mais ou menos assim que se sentiu a professora Sandra Mara Dias, 39, que não cometeu nenhum atentado aos discretos cílios, mas sim aos volumosos cabelos. O topete na franja feito às pressas – bom, nem tão às pressas assim, já que houve tempo para o secador superaquecer e derreter as cerdas da escova acoplada a ele – virou desastre total. “Tive que pedir para a minha mãe me ajudar e cortar o pouco que sobrou com um estilete. Ficou um rombo bem na frente da cabeça, com fios mais longos, outros mais curtos, plástico grudado no couro cabeludo, sem contar a queimadura que tive que tratar no médico”, lembra ela, mostrando a pequena falha que restou, mais de cinco anos depois do acidente.
Sandra puxou os cabelos para todos os lados tentando disfarçar o problema, mas a única solução foi apelar para faixinhas de malha. “Eu fiz uma coleção delas naquela época. Tinha uma para cada tipo de roupa, tudo combinando. Se comprava calça estampada, dava o jeito de ter uma faixa com estampa igual. Bom, nem preciso dizer que isso virou moda entre as minhas alunas. Nem sabiam elas o motivo da faixa”, lembra ela, avisando que escova agora só no cabeleireiro.
Aliás, os cabelos sempre foram um “karma” na vida de Sandra. “Teve uma vez, na adolescência, que eu queria fazer uma tonalização com henna. Só que eu não sabia que havia diversas cores do produto. Escolhi uma e o meu cabelo ficou lilás, como daquelas velhinhas que querem disfarçar os fios brancos.”
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