Tipos
Elas podem ser genéticas, como as sardas, ou adquiridas.
Melanoses solares: surgem em áreas expostas ao sol, por ação cumulativa. Mais comuns na face, ombros, colo e dorso das mãos (estas últimas chamadas de manchas senis, apesar de não terem relação com a idade, mas com a exposição ao sol). Comuns em pessoas de pele clara.
Melasma (ou cloasma): relacionadas à exposição ao sol combinadas com alterações hormonais, predisposição genética e algumas doenças. São comuns em mulheres, principalmente as que usam anticoncepcionais ou estão grávidas. Normalmente aparecem sobre as bochechas, nariz e lábios.
Hiperpigmentação pós-inflamatória: decorrentes de lesões como acne, ferimentos, escoriações, picadas de insetos, alergias e irritações. São mais comuns em pessoas com a pele mais escura.
Tratamentos
Cremes despigmentantes: eles geralmente combinam algum ácido com substâncias despigmentantes. Os ácidos, além de promover uma esfoliação que varia conforme o tipo de produto e sua concentração, facilitam e potencializam a penetração do agente despigmentante. Entre os produtos mais utilizados estão o ácido retinóico, ácido glicólico, hidroquinona, ácido kójico, ácido fítico e arbutin. Podem ser manipulados ou encontrados prontos, que associam ácidos, clareadores e calmantes com boa eficácia e pouca irritabilidade. Esses compostos que levam ácidos ou agentes despigmentantes têm um potencial de irritação da pele e, por isso, devem ser cuidadosamente prescritos e seu uso orientado por médicos. Caso contrário, a pessoa corre o risco de desenvolver uma lesão na pele (irritação, alergia) e acabar intensificando as manchas. O uso dos cremes clareadores deve ser sempre acompanhado da aplicação de bloqueadores solares, com fatores superiores a 60.
Peelings: são métodos de esfoliação, com o objetivo de clarear, regularizar e rejuvenescer a pele. Podem ser químicos ou físicos. Os químicos se dividem em superficiais, médios ou profundos, de acordo com a substância utilizada e sua concentração. Os peelings físicos podem ser superficiais, como o peeling de cristal (esfoliação mecânica com hidróxido de alumínio), ou profundos, como a dermoabrasão (lixamento cirúrgico da pele). O peeling também pode ser associado a um tratamento clareador e com a indispensável aplicação de proteção solar.
Como promovem descamação da pele e um certo grau de irritação, os peelings muito fortes podem até induzir uma pigmentação maior que a mancha original. Por isso, peelings mais profundos não devem ser utilizados em peles manchadas, especialmente se o paciente tiver a pele morena (mais facilmente pigmentada após irritação).
Laser e luz pulsada: indicados para as manchas mais resistentes, como as melanoses solares, os tratamentos à base de luz pulsada e, principalmente, de laser fracionado CO2 exige um período de recuperação maior, pois a pele fica marrom e a descamação é mais profunda. Se usados de maneira incorreta, esses tratamentos podem causar danos estéticos até irreversíveis nos pacientes (manchas, cicatrizes e deformações). Portanto, sua indicação e uso devem ser feitos exclusivamente por médicos experientes.
Indicações
Não existe uma idade mínima definida, mas os clareadores devem ser evitados em crianças, que têm pele muito sensível. Os tratamentos variam conforme a idade, cor, tipo, sensibilidade da pele e com os hábitos de vida do paciente. Gestantes, que estão mais predispostas a desenvolver manchas do tipo melasma, precisam caprichar no protetor solar. O uso de clareadores, com algumas excessões, é contra-indicado.
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