Moda e beleza
Para muitas pessoas, a chegada da fase adulta vem acompanhada do fim de alguns “fantasmas” da adolescência. Mas nem sempre é assim. Grandes vilões da juventude, as espinhas e os cravos podem resistir e continuar atormentando.
A dermatologista Christine Graf Guimarães explica que a acne costuma perdurar por dez anos. Por isso, se alguém começou a ter espinhas com 17 anos, elas podem permanecer presentes durante uma parte da vida adulta. Históricos genéticos de família, e questões emocionais, também contribuem para o surgimento da dermatose na pós-adolescência.
Além disso, em mulheres adultas, a persistência da acne pode estar relacionada a questões hormonais (quem sofre, por exemplo, da síndrome do ovário policístico tem elevado o índice de testosterona no organismo). Entre os homens, o consumo contínuo de suplementos alimentares pode provocar o aparecimento das lesões.
A dermatologista Lenise Ribas alerta, ainda, que o uso de cosméticos que tenham componentes oleosos, assim como alguns anticoncepcionais, podem deflagrar acne. “O período pré-menstrual costuma vir acompanhado por espinhas.”
Lenise ressalta que o tratamento para combater a acne deve ser feito com base em um diagnóstico clínico, que permite verificar se o problema não está sendo causado por alguma alteração hormonal ou outra condição. Por outro lado, as recomendações da dermatologista Deborah Ataíde para a prevenção, incluem o uso de cremes não oleosos. “Também é importante realizar limpezas de pele com um profissional”, destaca.
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