Moda e beleza

Histórias de Krigsner

Adriano Justino
26/10/2008 02:01
Miguel Krigsner, hoje presidente do Conselho de Administração da empresa, lembra algumas passagens do início de O Boticário. Coisas que só o fundador pode contar:
O dono do Baú vendeu…
“Em 1979, quando a farmácia de manipulação já tinha dois anos, em viagem a São Paulo, tomei conhecimento de que o Silvio Santos tinha desistido de abrir a empresa de perfumaria que se chamaria Chanson, devido a uma mudança de estratégia do grupo. Entretanto, ele já tinha mandado fabricar os frascos e então resolveu vendê-los. Fui até o depósito e adquiri todas as 70 mil ânforas que serviram para acondicionar a nossa primeira deo colônia, a Acqua Fresca.”
Alquimista
“Também em 1979, fui até uma casa que produzia essências, a extinta Dragoco. Lá, uma perfumista me convidou para cheirar uma fragrância que estava no início do desenvolvimento. Ela era uma obra inacabada ou recém-iniciada, mas para mim aquele aroma já estava perfeito. (…) Consegui convencê-los disso e levei, a princípio, 5 quilos da fragrância, quantidade que rendeu mais ou menos 1,5 mil frascos de Acqua Fresca.”
Notícias voadoras
“Foi por meio da abertura da loja no Aeroporto Afonso Pena, em 1980, que O Boticário conseguiu iniciar sua operação de franquias. (…) Começamos vendendo para pessoas que faziam o atendimento nas lojas e também para as aeromoças que enchiam as sacolas com produtos do Boticário para vender nas suas cidades. Quem comprava, ou recebia nossos produtos como presente, acabava encontrando o nosso número de telefone no fundo das embalagens. Com isso, começamos a receber ligações do Brasil inteiro e foi assim que fizemos contato com os que viriam a ser nossos primeiros franqueados.”