Moda e beleza

Lisos, leves e soltos

Larissa Jedyn
03/10/2005 00:23
Nos anos 70, a moda era encaracolar as madeixas e aumentar o volume à base de permanente. A técnica caiu em desuso e o ideal de beleza passou a ser, na década de 90, os cabelos escorridos. Em função disso, a indústria promoveu uma verdadeira revolução para esticar os fios artificialmente. Teve quem tentasse com formol – poderoso “amaciante” que fez muita gente perder os cabelos por conta dos efeitos nocivos do produto –; com as pranchinhas, que vieram salvar quem se arriscava em literalmente passar os cabelos a ferro; e até com luz, caso do Photon Hair Uom, novo método apresentado nas últimas feiras de beleza que deve desembarcar em breve em Curitiba.
A escova definitiva, também chamda de japonesa cujas promessas levaram muitas a sonhar com as madeixas de propaganda de xampu, inaugurou a moda. Mas, segundo Isabel Cristina Nogueira, diretora do Donna i Uomo & Jacques Janine, cada cabelo pede uma técnica diferente. “Às vezes, o cabelo está muito danificado e precisa de um tratamento à base de queratina antes de se partir para um método como a escova progressiva.” Ela alerta que esses tratamentos devem ser feitos sob a supervisão de um bom profissional. “Vá até o salão, converse com o profissional, peça para que explique o procedimento e os produtos utilizados. Normalmente são técnicas caras, é preciso ter um respaldo do resultado.” A técnica em colorimetria do Stylo Hair, Carol Vallascki, destaca ainda que até o uso da chapinha e do secador deve ser revisto. “No salão ou em casa, o uso indiscriminado desses aparelhos pode estragar o cabelo e causar queimaduras nos fios ou na pele.”
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