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No princípio era a cópia. Agora, a indústria da confecção do Noroeste do Paraná, segundo maior pólo produtor do país, volta-se para a criação. É uma questão de sobrevivência e o recado foi dado ao mercado no início deste mês, em Maringá, com o lançamento do Salão de Moda Paraná, evento que irá substituir o Paraná Fashion.
Previsto para ter sua primeira edição em julho de 2007, o Salão pretente alavancar os lançamentos, mostrando aos compradores dos quatro cantos do país que, além de preço, a roupa produzida no estado tem qualidade e design.
Promovido pelo Sindvest (Sindicado da Indústria do Vestuário de Maringá), o evento marcou a inauguração da nova sede da entidade, que representa empresas responsáveis pela produção de seis milhões de peças mensais. Um desfile com marcas regionais deu a noção do que vem da cabeça dos criadores locais a partir do tema Fragmentos. A preocupação procede: com a invasão dos produtos chineses – mais baratos e cada vez mais aprimorados –, a indústria da confecção terá de se reinventar para competir num futuro bem próximo.
Prêmio
Junto com o lançamento do Salão de Moda Paraná, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) realizou a 6.ª edição do prêmio Canatiba para novos talendos da moda, cujo tema foi A Era do Rádio. A vencedora foi Rafaella Rossival Powidayko, estudante do Curso de Estilismo em Moda da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A universitária representa um bom exemplo de como aliar a produção ao estilo: ela própria já cria para a confecção da família, a Nubia. “Tenho exercitado o comercial e, com o concurso, consegui mostrar o lado da criatividade”, diz a jovem que se inspirou no programa do apresentador Jorge Veiga, na Rádio Nacional, cuja saudação inicial era “alô, alô aviadores do Brasil” – ela reproduziu ícones da aviação nos dois looks apresentados.
Confira as fotos do Salão de Moda Paraná
A jornalista viajou a convite do evento.
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