Moda e beleza

Qualidade e originalidade em discussão

Adriano Justino
01/04/2007 18:55
Não se discute que o preço das redes é competitivo. Já sobre a qualidade e originalidade das roupas, há controvérsias. Para o empresário Sildemar Paulucci, não há dúvidas quando o assunto são cópias. “Elas (as redes) copiam com grande categoria. Quem entende mais de moda sabe de onde vem aquilo, mas o grande público não identifica.”
Já a professora da área de moda Vânia Schwertner acha que “ninguém vive de cópia, todos vivem de tendências”. Ou seja, as vitrines são tão parecidas a cada temporada porque a fonte de inspiração é a mesma. “Obviamente, a qualidade não é tão artesanal como das marcas de luxo, mas o design e as cores são parecidos e as peças podem entrar no guarda-roupa de quem não tem os bolsos tão recheados.”
Já a professora Mariane Rohrig não entende por que ainda se supervaloriza o fato de existirem cópias. “Não acho legal, não acho bom, mas não tem mais como controlar isso. Todo mundo faz cópia, é difícil ter criação porque fica mais caro”. Para ela, o caminho é a criatividade, que o brasileiro tem de sobra. “É preciso usá-la e fazer um ótimo lançamento, que a mídia cubra. Mas no dia seguinte, pode saber que vai ser copiado.”
Quanto à qualidade, há dois lados a se considerar. Quem mira em tendências passageiras e quer estar sempre na última moda – ou up to date, expressão mais em voga – costuma procurar preços mais baixos, porque sabe que vai usar a peça durante apenas uma estação. Quem paga caro, exige qualidade, uma roupa duradoura. “Marcas medianas estão perdendo espaço. O consumidor hoje sabe misturar uma camiseta de R$ 5 com um blazer de R$ 500, e isso é ótimo”, comenta Mariane.