Moda e beleza
Nesta noite de segunda-feira houve dois desfiles no Grand Palais de Paris: o primeiro dos estilistas parisienses vindos para presenciar a estreia de Slimane à frente de Saint Laurent.
Azzedine Alaïa, Marc Jacobs, Alber Elbaz, Vivienne Westwood, Diane de Furstenberg, Victoire de Castellane: nenhum desses estilistas quis faltar à estreia de Slimane em Saint Laurent, uma das mais esperadas desta Semana de Moda de Paris.
Também não podiam faltar os membros da “família” Saint Laurent: Pierre Bergé, cofundador da casa de luxo, e Betty Catroux, musa do estilista falecido em 2008.
Valérie Trierweiler, esposa do presidente francês François Hollande, também estava na primeira fila, ao lado de Pierre Bergé.
O ambiente na sala era de excitação, a decoração, minimalista, a música era rock.
As primeiras modelos apareceram com chapéus largos, os cabelos compridos e soltos, como os de Patti Smith. Vestiam smokings, jaquetas sobre calças estreitas.
Logo surgiu uma saariana, jaqueta de tecido leve de cor esverdeada ou em tons terra, com bolsos e ajustada na cintura, que foi criada por Yves Saint Laurent em 1968, mas Slimane a propôs em traje largo, em pele ou couro negro.
O novo diretor artístico da Saint Laurent retomou outros elementos do criador dessa casa, como as blusas largas e transparentes, inspiradas nas de mulheres de Marrocos, um país que ele amava.
A cor preta se impôs em quase todo o desfile, quase até o final, que foi cheio de cor.
Slimane “percorreu toda a história Saint Laurent, mas fez algo para o dia de hoje”, resumiu a historiadora de moda francesa, Florence Muller.
“É maravilhoso! Esta casa está salva depois de ter sido maltratada durante mais de dez anos por Tom Ford e Stefano Pilati”, ex-diretores artísticos da casa, declarou sem papas na língua, Pierre Bergé.
“Slimane é o digno sucessor de Yves Saint Laurent porque sabe jogar com os elementos de Saint Laurent, com o DNA de Saint Laurent, mas sem copiá-lo: ele o moderniza de verdade”, acrescentou.
O cofundador da célebre casa francesa tinha contratado Hedi Slimane em 1996 para substituir Saint Laurent para o prêt-à-porter masculino antes de a casa ser comprada pela família Pinault (grupo de luxo PPR) por meio do grupo Gucci.
Slimane deixou logo o posto para o norte-americano Tom Ford, que nunca foi aceito por Pierre Bergé.
“É sublime, exatamente o que gosto”, declarou a primeira dama francesa, evocando as calças “de corte fino e elegante e os vestidos amplos, maravilhosos”.
Alber Elbaz, diretor artístico da Lanvin, afirmou que “tinha adorado toda a coleção, a atitude, os detalhes e as formas”.
“Adorei que (Slimane) tomou os códigos (de Saint Laurent), mas o fez a sua maneira”, disse.
Os desfiles parisienses continuam na terça-feira com as casas Chanel, Valentino, Paco Rabanne e Alexander McQueen e terminam na quarta com a Louis Vuitton.
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