Moda e beleza
A São Paulo Fashion Week (SPFW) começou na segunda-feira (3), no Parque Cândido Portinari, em São Paulo, com o desfile da Animale, que trouxe Vitorino Campos no estilo. Com ele veio a alfaiataria primorosa. A rota da seda imaginada pela marca, que vai de Istambul a algum lugar da Ásia Central, ganhou contornos chiques, minimalistas, não tão sensuais como era a tradição dos seus desfiles. Zíperes trançaram e arremataram vestidos justos, camisas brancas apareceram modificadas por lapelas curtas e casacas enormes. No mais, sobretudos quentinhos, coats jogados por cima do corpo e marcados por amarrações inusitadas, tudo em uma cartela de cores contida, feita de caramelo e azul noite.
A segunda a desfilar foi a Uma, que aliou o conceito minimalista de Raquel Davidowicz aos bordados artísticos e pontuais de Geová Rodriguez. Destaque para as assimetrias e amarrações, além da alfaiataria em camadas. Tudo em tons neutros, como gesso, argila, pedra, cimento e preto, pontuado por vermelho vivo. Assim como no desfile da Animale, destaque para as amarrações, que arrematam os looks como se uma jaqueta enlaçasse o corpo.
O mineiro Victor Dzenk, que desfilou suas coleções anteriores no Fashion Rio, não deixou de lado seus vestidos fluidos, só que desta vez vieram ornamentados por franjas e efeito plissado. A alfaiataria seca aquece as produções de inspiração equestre, com casacos alongados dupla-face.
O dia teve ainda a coleção de Tufi Duek, que manteve a tendência das assimetrias. Saias com a parte posterior mais longa, faixas que reproduzem o efeito de coletes e salopetes, peças estruturadas. Tudo com muito brilho. Preto, azul, bordô e amarelo são os destaques da cartela.
A Pat Bo, linha mais fashion de Patricia Bonaldi, estreou na SPFW com uma coleção de inspiração celta. Arabescos típicos apareceram em estampas e bordados, modelados por peças de ombros marcados, silhuetas ajustadas e espaço para pregas volumosas, que evidenciam os quadris.
A Cavalera fez uma apresentação lúdica e contou ao seu jeito a história de João e Maria. Com cenografia feita de páginas de um livro, o desfile misturou looks rústicos, com xadrez e jeans rústico, principalmente nas produções masculinas, e outros românticos, cheios de babados e tecidos fluidos.
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