Moda e beleza

Você tem perfume de quê?

Adriana Czelusniak - adrianacz@gazetadopovo.com.br
19/07/2009 03:19
“Eu não sou químico e não tenho conhecimentos técnicos sobre os componentes, mas consigo escolher um bom perfume e ver o que se destaca entre os novos lançamentos”, diz.
Como escolher um bom perfume? Marcelo dá a dica: “A primeira coisa é provar e analisar o cheiro. Em segundo plano está a fixação: há perfumes que se mantém por oito ou até mais. Depois disso é que eu vejo a marca”, conta.
Segundo Cidinha Souza, treinadora e especialista em perfumes da importadora Royal Opera, que trabalha com marcas como Lalique, Cartier, Caron e Jaguar, o mercado de perfumes de luxo está em ascensão. “Hoje, o acesso a perfumes de luxo é maior, eles fazem parte do desejo das pessoas e do estilo de vida que se tem ou quer ter. Quem não pode e almeja algo luxuoso, como uma joia Cartier, pode ter o perfume e fica satisfeito, pois é a marca que está sendo valorizada”, diz.
Dois anos de estudo
Com um público cada vez mais exigente, as empresas investem em pesquisas sobre o gosto do consumidor. Tarefa difícil, já que as preferências mudam de acordo com a idade, cultura ou país em que se vive. Beatriz Tarrozo, avaliadora olfativa da empresa brasileira Natura, conta que ao lançar um novo produto, muitos aspectos são considerados. “As diferenças de cultura e de hábito de uso são muito grande, mesmo dentro do Brasil. O consumidor do Nor­­deste é diferente do que mora no Sul, por exemplo. Antes de um produto chegar ao mercado, são dedicados dois ou três anos e pesquisas e testes, tudo para agradar a cada um dos nossos públicos”, afirma.
Mamadeira e perfume
Durante os primeiros dias de vida, Giorgia, 7 anos, teve também suas primeiras experiências olfativas – já saiu da maternidade cheirando a perfume. Anos se passaram e a paixão pelos frasquinhos coloridos só aumentou. “Ela tem uma coleção de perfumes e os divide entre os que são para usar no dia a dia e aqueles reservados para ocasiões especiais”, conta a mãe, a relações públicas Su­­zana Nogiri, 28 anos.
Suzana diz que não consegue sair de casa sem se perfumar e também adquiriu o gosto pelos vidrinhos cedo, enquanto a mãe “dava banho” de perfume nela e no irmão. Pre­­co­­cemente, ela aprendeu a escolher os próprios perfumes. Em viagens chegava a comprar vários de uma vez. “Mas eu tinha pena de usar algumas marcas, ficava com medo de que terminassem”, diz. Não demorou muito para mudar de ideia. “Com o tempo percebemos que os perfumes tem um sério problema: perdem a validade, mudam de cor, de fragrância e envelhecem. Então, hoje usamos todos, sem dó!”, conta.
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