Saúde e Bem-Estar
Ela é fruto-símbolo do pecado original. Também já foi envenenada. E quantas professoras mundo afora não a encontraram em suas mesas pelo menos uma vez na vida? Despida do misticismo, a maçã é tema de inúmeros estudos científicos, todos com resultados bastante otimistas. É claro que a maçã não faz o milagre de manter você longe do médico. Mas suas capacidades nutricionais são tão valiosas que contribuem, e muito, para a saúde.
Isso porque ela tem magnésio, fósforo, potássio, vitaminas B1, B2, B6 , B9, C e A, é rica em taninos, ácido málico e flavonoides que ajudam a amenizar problemas do sistema digestório, como diarreia e constipação intestinal; previnem o aumento das taxas de colesterol e mantém os níveis ideais de glicose e triglicérides no sangue. “Pesquisas recentes começam a reforçar as propriedades antioxidantes e anticancerígenas da maçã, especialmente pela quantidade de substâncias que podem retardar o envelhecimento, pois ajudam na preservação das células”, diz a nutricionista Celina Mayumi Hiramatsu, especializada em Gestão da Qualidade em Alimentos e assistente técnica de qualidade na Yakult.
O cérebro também sai ganhando. De acordo com a nutricionista Flávia Morais, da Mundo Verde, o ácido fosfórico pode ajudar a combater a perda de memória, prevenindo assim um aumento de danos por oxidação dos tecidos cerebrais.
Consumo
Para que todas as propriedades sejam aproveitadas, o melhor mesmo é consumir a maçã in natura, com a casca. Segundo a nutricionista da Lapinha Spa Carolina Nizera, a fruta com a casca é uma excelente fonte de fibras, tanto insolúveis como solúveis, chamadas de pectinas. “Além de ser um fruto depurativo e desintoxicante, é especialmente indicado para a diabetes, obesidade, acidez e diarreias e favorece as secreções do aparelho digestivo. Também limpa os dentes, fortalece as gengivas e os seus ácidos ajudam a fazer a digestão de alimentos mais gordurosos”, explica.
Se aquela fome está pegando e você está entre duas refeições, a maçã é uma boa pedida, como explica a nutricionista clínica funcional Débora Maria Russo. “Após ingeridas, as fibras solúveis presentes na polpa de maçã transformam-se em gel e, como permanecem mais tempo no estômago, trazem uma sensação maior de saciedade. Estas fibras atraem as moléculas de gordura e de açúcar, que são eliminados pelas fezes.” Débora também lembra de outra vantagem: “Pela pectina, ela ajuda o organismo a eliminar metais nocivos, como o chumbo e o mercúrio”.
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