Na contramão daqueles que fazem de tudo para esconder a idade e ficar com o corpo enxuto, existem alguns “rebeldes” que não aceitam mais as regras impostas pela ditadura da beleza. A instatisfação e a ânsia da busca pela perfeição estética são substituídas pela aceitação de características próprias e, principalmente, de diferenças. Neste caso, personalidade, saúde e bem-estar estão em primeiro lugar. E é neste tipo de atitude que se baseia a beleza sustentável, um novo conceito que tem fomentado discussões dentro do meio acadêmico.
A artista plástica Gilce Calixto Feres nunca teve interesse em ser igual aos outros. Com 52 anos “bem vividos”, não tem medo de mostrar o “mapa de sua vida” através das rugas, varizes e cabelos brancos. “Não quero ter a expressão formatada, nem apagar as marcas daquilo que eu vivi. Sou vaidosa, cuido da minha saúde, mas gosto de parecer exatamente com a idade que eu tenho”, explica.
Apesar de encarar tudo com muita naturalidade, Gilce admite que o visual causa estranhamento. “As minhas amigas reclamam porque eu acabo denunciando a idade que todas nós temos. Os mais jovens, pelo contrário, elogiam”, conta.
De acordo com o sociólogo Alexsandro Pereira, professor do UnicenP, é natural que a sociedade se sinta saturada pela imposição destes padrões. “Acho possível que aconteça uma mudança de comportamento, mas ela será lenta. Devemos esperar pelo futuro”, comenta. (JK)
Colunistas
Agenda
Animal


