Saúde e Bem-Estar

Cuidado com os ruídos

Adriano Justino
03/10/2005 00:37
Enquanto os sons são capazes de provocar bem-estar, os ruídos, quando ultrapassam os limites auditivos, causam fadiga, redução precoce da capacidade auditiva e até surdez. A legislação trabalhista prevê o máximo de oito horas de exposição a ruídos de 85 decibéis (dB). Não se pode, por exemplo, passar mais de quatro horas ouvindo a furadeira em ação, de 90 dB, ou acima de duas horas no tráfego intenso, de 95 dB. “Não cuidar da exposição a ruídos pode custar caro”, afirma a fonoaudióloga Pierângela Nota Simões. “Desde distúrbios fisiológicos até os circulatórios, no aparelho digestivo, hormonais, efeitos psicológicos com comprometimento na comunicação, isolamento e alterações no estado de humor.”
Uma comparação mostrou que sudaneses de 60 anos, moradores em ambientes isentos de ruído, apresentam audição tão boa quanto americanos de 25 anos. “O declínio da audição por desgaste natural é normal, mas as lesões causadas no aparelho auditivo pela vida moderna são reais e de difícil percepção. Taxistas, dentistas, jovens que abusam do walkman podem acelerar essas perda se não utilizarem medidas de prevenção”, alerta. (DD)
Serviço:
Pierângela Nota Simões (fonoaudióloga e professora de psicoacústica na Faculdade de Artes do Paraná)www.simoes.pro.br/pierangela
Rosemyriam Cunha (musicoterapeuta), fone (41) 9923-0756 / Augusto Weber (médico acupunturista e homeopata), fone (41) 3285-9576.