Paulo e Patrícia curtem os gêmeos Nicole e Bernardo: tratamento sofrido vale a pena
O começo da história de quem recorre a um tratamento contra infertilidade é quase sempre muito parecido. Enquanto o bebê não vem, não são incomuns as piadinhas, a pressão, a ansiedade e o luto a cada menstruação. “Para evitar ter que dar boletins sobre o meu ciclo para todo mundo, resolvi não falar sobre o tratamento”, comenta Vanessa*, que desde novinha teve de administrar a menstruação irregular devido aos ovários policísticos. Depois veio uma endometriose e uma cirurgia para a retirada de uma das trompas. “Eu me culpava, brigava com o meu marido e ele, com calma, ia me dizendo para eu pensar positivo, que essa reação podia atrapalhar a nossa tentativa. Foi assim mesmo. Depois de dois anos tentando e de ter relações nas horas mais absurdas, fizemos a fertilização in vitro”, diz ela, que está grávida de 14 semanas de um menino. “Tive sorte de conseguir na primeira tentativa”, comenta. Ela lembra da agonia da espera depois da fertilização: são dois dias para fecundar, doze para saber se deu certo e outras duas semanas para ouvir o coração do bebê batendo.


