Para saber mais: www.lats.org.br / sbem.org.br
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Nos últimos anos, o Brasil vem registrando um aumento no número de casos de doenças da tireóide. “Principalmente nos últimos dez anos, houve um aumento real na incidência e no número de diagnósticos”, diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva. Mais doenças tireoidianas são diagnosticadas hoje porque os médicos estão mais atentos – especialmente os ginecologistas – e os exames mais sensíveis.
Ainda assim, a descoberta da doença pode levar até dois anos. “Principalmente nos casos de hipotiroidismo, que dá depressão, é comum as pessoas irem ao psicólogo ou psiquiatra”, afirma a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, especialista em tireóide e vice-presidente da regional paranaense da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).
Nódulos
Cerca de 50% da população brasileira que chegou aos 50 anos tem nódulos na tireóide. Mas 95% deles são benignos, não exigindo qualquer tipo de tratamento, apenas acompanhamento médico. Quando detectado o câncer, é feita uma cirurgia para remoção da glândula (tireoidectomia total). A intervenção exige tratamento do hipotiroidismo decorrente, com um hormônio sintético (veja infográfico). “Em geral, o prognóstico é muito bom. Em 95 a 98% dos casos, há uma sobrevida de 20 anos”, diz Gisah.
Serviço: Gisah Amaral de Carvalho (Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital de Clínicas do Paraná), fone (41) 3360-7876 / Ellen Simone Paiva (diretora clínica do Centro de Terapia Integrada – Citen), fone (11) 5579-1561.
Para saber mais: www.lats.org.br / sbem.org.br
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