Diferente do que muitos imaginam, o AVC não é uma doença de velhinhos. “Infelizmente o AVC está ficando mais precoce por causa do aumento do estresse, do consumo de álcool e drogas e da falta de uma alimentação adequada e de atividade física regular. Essa vida ‘fast food’ vem repercutindo nas doenças vasculares como um todo”, explica Viviane.
O neurologista Renato Puppi Munhoz concorda e explica que uma mudança de hábitos pode, sim, ajudar uma pessoa a diminuir seus riscos. “É preciso evitar a obesidade, o aumento dos lipídios (colesterol, triglicerídeos), diabete, tabagismo e sedentarismo. Além de ficar de olho na hipertensão arterial. É importante controlar estes fatores de risco, além de ter uma alimentação mais saudável e fazer exercícios regulares”, explica. No caso de quem já teve um AVC, há medicamentos que deixam o sangue menos viscoso (antiagregantes plaquetários) e ajudam a prevenir um AVC isquêmico.
Tempo é fundamental
A neurologista Viviane Flunigan Zetola, coordenadora do serviço de doenças cérebro-vasculares do Hospital de Clínicas e professora da Universidade Federal do Paraná, afirma que a população precisa estar mais bem informada a respeito dos sintomas do AVC. “Cada lugar do cérebro leva a um sintoma diferente, mas qualquer perda de força ou de sensibilidade de um lado do corpo que aconteça de forma súbita deve ser investigada imediatamente”, alerta. Segundo ela, alguns testes podem ajudar a tirar a dúvida caso não haja um médico presente no momento. “Peça para a pessoa falar o próprio nome, erguer os dois braços e sorrir. Se alguma dessas ações estiver comprometida há a possibilidade de a pessoa estar tendo um AVC.”
Sinais
Súbita perda de força ou de sensibilidade nos membros, paralisia facial, perda ou dificuldade de fala, perda visual, alteração ou perda de coordenação motora, dificuldade para andar, perda de memória. Dor de cabeça, convulsões e coma podem ser sintomas de hemorragia cerebral. Os sintomas podem ser leves ou graves, em muitos casos levando à morte.
Definição
O AVC (acidente vascular cerebral) ou AVE (acidente vascular encefálico) é o nome genérico para as doenças dos vasos cerebrais. A forma mais comum é a isquemia cerebral, que acontece em 80% dos casos e se deve à obstrução de uma artéria, causando interrupção do fluxo de sangue para o cérebro. Quando uma artéria destas é obstruída porém se desobstrui espontaneamente, recebe o nome de ataque isquêmico transitório, que é popularmente chamado de “ameaça de derrame”. Outra forma é a hemorragia cerebral ou “coágulo”, causada pela ruptura de um vaso sanguíneo, bem menos frequente, porém muitas vezes mais grave.
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