Saúde e Bem-Estar

O céu de Roseli

Adriano Justino
05/02/2007 00:08
“Sou uma nova mulher”, brada a dona de casa Roseli Kintzel Rodrigues, 68 anos, que emagreceu 50 quilos e pulou dos 127 para os 75. Por isso mesmo, que ninguém venha oferecendo um pedacinho de torta a mais depois que ela disser chega. “Eu sei que se comer a mais que o necessário vou passar mal. A gente sempre sabe quando vai passar mal. Sente quando deu o limite, mas insiste. Todo mundo diz a você que isso vai acontecer. E acontece. Você passa mal. É muito ruim. Por isso procuro evitar de incorrer nesse erro”, diz ela.
A alegria com a nova forma nem de longe parece o receio que Roseli tinha só de ouvir falar na cirurgia. Mas a pressão descontrolada e um episódio de pedra na vesícula acabou fazendo com que optasse pela cirurgia bariátrica. “O médico falou que se eu não fizesse nada poderia morrer. Mas podia ainda ter uma pancreatite, desenvolver algum quadro mais sério, o que seria muito sofrido. Acabei então aceitando fazer os exames… E coloquei nas mãos de Deus”, lembra. Em 20 dias fez as avaliações com psicólogo, nutricionista, cardiologista, além da equipe da cirurgia, e – depois de tudo atestado – foi para a mesa de operação. Em oito dias estava em casa. “Foi tudo bem. Hoje, não deixo de comer nada, só que em menor quantidade e mais vezes ao dia. Aprendi a mastigar, coisa que antes eu não fazia.”
A história se repete com Maria Aparecida Furtado, 42 anos, que trabalha no setor financeiro de uma empresa. Ela que estava com 98 quilos, problemas de pressão e sofrendo de ansiedade, foi orientada a fazer a cirurgia. “Eu tenho 42 anos, sou solteira, não tenho filhos, está muito cedo para desistir. Fui lá, fiz os exames e resolvi apostar na cirurgia”, comenta. Agora, aos 60 quilos, falta fazer a operação plástica reparadora. O problema são os custos não cobertos pelo plano de saúde: R$ 5 mil.