• A cirurgia é indicada para quem tem IMC (peso/altura2) maior de 40, que caracteriza a obesidade mórbida, e acima de 35 (obesidade severa) se houver doenças associadas que tragam risco ao paciente, como hipertensão, diabetes, colesterol e triglicerídeos altos, doença metabólica, entre outras.
• Faixa etária recomedada: de 18 a 65 anos; outros casos têm que ser avaliados particularmente.
• Contra-indicação para casos de cirrose hepática, hipertensão descompensada, depressão forte ou crônica, bipolaridade e distúrbios de ansiedade.
Tipos:
• Capela – Conta com dois mecanismos, o principal deles é um grande recurso restritivo (redução do estômago) associado a outro secundário, que é o disabsortivo (desvio do intestino).
• Fobicapela – É a mesma cirurgia mista só que realizada por videolaparoscopia.
• Scopinaro – É um procedimento misto, em que a redução de estômago não é tão grande quanto na cirurgia do tipo capela, assim como o desvio no intestino é maior.
• Duodenal-switch – O estômago, neste caso, não sofre grande redução, ao contrário do intestino, que tem aproximadamente 5 metros desviados, deixando apenas 1 metro em atividade. Esta cirurgia é indicada para grandes comedores, já que se pode comer um pouco mais.
• Alerta: as cirurgias que se utilizam somente do mecanismo disabsortivo (que reduzem somente grandes porções de intestino) estão completamente proscritas pelo Conselho Federal de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica. É muito freqüente, nesse tipo de cirurgia, a ocorrência de fortes diarréias e, normalmente, é necessário fazer uma nova operação para solucionar o problema. Outra questão é que o trecho de intestino restante muitas vezes não consegue absorver as quantidades necessárias de nutrientes, causando desnutrição e anemia. Ou, ao contrário, a parte se “superespecializa” e passa a absorver nutrientes demais, dificultando a perda de peso.
• Boa nova: este ano deve começar a ser feita a cirurgia bariátrica contra a diabete. Como se percebeu que muitos pacientes obesos com diabetes ficavam curados do mal ou passavam a controlá-lo melhor depois da cirurgia, a intervenção passou a ser cogitada para controlar a doença em pacientes com IMC mais baixos. A operação é uma boa opção desde que o pâncreas esteja em bom estado, o que ocorre em 87% dos casos.
Colunistas
Agenda
Animal


