Saúde e Bem-Estar
Se é essa a receita geral para garantir qualidade de vida futura, vale também para a saúde dos ossos. O cálcio é o principal fortalecedor do nosso esqueleto, mas apenas ingerir a quantidade diária indicada da substância não garante a ajuda para a massa óssea. É preciso vitamina D para se conseguir a absorção do cálcio pelo organismo. “Se o organismo não tiver vitamina D o suficiente, o cálcio vai passar direto sem ser depositado nos ossos”, diz o ortopedista Ricardo Falavinha. A maneira mais fácil de se conseguir vitamina D é se expor ao sol, ao menos 15 minutos por dia.
A osteoporose é a doença caracterizada pela deficiência de cálcio no organismo, o que causa a redução da massa óssea. A estrutura óssea fica frágil, porosa como uma esponja. Como não provoca dor ou outros sintomas, geralmente a doença só é descoberta quando ocorre uma fratura e a osteoporose está em estágio avançado.
As mulheres brancas na pós-menopausa apresentam maior incidência de fraturas. Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a partir dos 50 anos, 30% das mulheres e 13% dos homens poderão sofrer algum tipo de fratura por osteoporose.
O reumatologista Sebastião Randominski, médico responsável pelo ambulatório de osteoporose do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, diz que, do ponto de vista da prevenção, a doença deveria ser colocada na lista de preocupações do pediatra. “A prevenção deve começar ainda na infância. Se a pessoa adquire os hábitos necessários de alimentação e exercícios, consegue uma poupança para o futuro”, diz Randominski. Ele explica que o organismo não consegue guardar cálcio para a idade mais avançada, mas essa poupança é gerada ao se conseguir uma boa estrutura da massa óssea na idade adulta e, com isso, ter menor chance de desenvolver a doença.
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