A melhor maneira de preservar a memória é manter o corpo e a mente sempre ativos. Existem várias formas de preservar a capacidade do cérebro. O mais importante é, sempre que possível, fugir da rotina.
Os especialistas adeptos da neuróbica (programa de exercícios para ativar os circuitos neurais), por exemplo, aconselham a mudar móveis e objetos de lugar, fazer cálculos de cabeça, conhecer lugares e pessoas diferentes.
A neuropsicóloga Maria Joana Mader acredita que o estímulo também é uma arma eficaz contra o esquecimento. “A memória não funciona como os músculos do corpo, não adianta memorizar listas de palavras. É preciso desenvolver estratégias para memorização e evocação dentro de situações práticas”, explica.
O militar aposentado José Mário Mello, 70 anos, tem uma memória de dar inveja. Lembra de histórias do passado como se fossem hoje. “Costumo ler muito e não abro mão das palavras cruzadas. Também faço pesquisas na internet sempre que possível”, conta.
O publicitário Rodrigo Perrini, 30 anos, é uma espécie de arquivo de lembranças para a família. Lembra de detalhes de viagens, conversas, momentos importantes. “De uns tempos para cá, percebi que exercito a memória sem querer. Valorizo muito cada situação vivida, cada emoção e experiência. E como a memória emocional não é linear como a vida e o tempo, acabo revivendo todos esses momentos do passado com muita freqüência.”
O professor Claúdio da Cunha, da UFPR, alerta: não existem pílulas mágicas que melhorem a memória. Quase todos os produtos disponíveis no mercado para esse fim não foram comprovados cientificamente. “Alguns estudos comprovam o efeito do ginko biloba, mas apenas nas fases iniciais da doença de Alzheimer.”
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