Colunistas

A revolução da alta-costura

Ana Clara Garmendia - anaclara@anaclara.com.br
02/02/2014 02:07
Cem anos depois que mademoiselle Gabrielle Chanel liberou as mulheres de roupas que não as deixavam respirar, incorporando adaptações da indumentária masculina às vestimentas femininas, faz-se uma nova revolução. Podemos comparar 2014 com os anos 1960, quando Mary Quant lançou a minissaia, ou ainda quando as feministas queimaram os sutiãs.
Um movimento que também apareceu na apresentação da Dior. As modelos usaram tênis bordados. Dior ainda foi mais longe na quebra das tradições da luxuosa temporada: fez três desfiles em uma caverna ambientada nos chiques jardins do Museu Rodin. A terceira apenas para estudantes de moda escolhidos a dedo pela maison e trazidos de seus países para mergulhar nos mistérios da alta-costura. Inovação. Ir além. A moda respira. Flutua. Traz libélulas, borboletas para suas criações e mostra que existe elegância e luxo na simplicidade e na libertação de padrões. Som? Björk, “Bachelorette”. Beijos!

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