A grega Mary Katranzou tem cara de menina e trabalho de mestre. Nascida em 1983, em Atenas, ela tem um currículo conhecidíssimo na indústria da moda. É formada pela Escola Saint Martin, uma das mais importantes da Inglaterra e do mundo. Mas o que levou essa menina a uma carreira de sucesso tão meteórica? Sua técnica de trabalhar com imagens trazidas do mundo da arte, da joalheria e até de cartões postais e de selos. Com essa base de desenhos, Mary cria no computador estampas maravilhosas e totalmente inusitadas. Disso nascem vestidos, conjuntos e outras peças. Uma das primeiras personalidades que aderiram aos looks de Katranzou foi a editora de moda da Vogue Japão, Anna Dello Russo. E se Anna usa, todo mundo vai querer saber de onde saiu. De um instante para outro, Mary caiu na boca da mídia e das outras it-girls que frequentam as primeiras filas de desfiles.
Sua primeira coleção tinha nove peças. Todas vendidas em lojas conceituadas por lançarem novos talentos. Uma dela é a Colette, a butique mais cool de Paris. Hoje vende para 200 lojas em 47 países. Um pulo rápido que a fez ser desejada, copiada. Depois dela, muitos outros estilistas também passaram a criar seguindo a mesma técnica.
Agora em junho, Mary exibiu em Londres sua primeira coleção resort – linha intermediária entre uma estação e outra, sempre menos rebuscada que as principais. Nas passarelas londrinas, mais uma boa jogada de mestre: fotografar paisagens de várias localidades, como Ásia, Europa e América Latina, incluindo de prédios de São Paulo; e criar lindas estampas originais para peças de silhuetas mais limpas.
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